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Plataformas de colaboração: como evitar riscos invisíveis na empresa

Por Thiago Guedes, CEO e fundador da DeServ
3 min de leitura

Os riscos invisíveis nas plataformas de colaboração e como as empresas podem se proteger

As plataformas de colaboração se tornaram ferramentas indispensáveis no ambiente corporativo, especialmente com a expansão do trabalho híbrido e remoto. Entretanto, a adoção massiva dessas soluções também trouxe desafios significativos que muitas vezes passam despercebidos, criando riscos invisíveis que podem comprometer a segurança das empresas e a proteção de dados.

Por que esses ambientes representam riscos

Ferramentas como Microsoft Teams, Slack e Zoom são amplamente utilizadas porque facilitam a comunicação e a produtividade. Ao mesmo tempo, essa confiança no uso diário pode se tornar um ponto fraco, pois cibercriminosos tendem a explorar esses ambientes como vetores de ataque. Mensagens aparentemente legítimas podem, por exemplo, conter links que direcionam usuários a sites fraudulentos ou arquivos maliciosos, podendo resultar em phishing corporativo ou disseminação de malwares.

Além disso, em um contexto mais avançado, tecnologias como a chamada Shadow AI — quando colaboradores utilizam ferramentas de inteligência artificial fora da governança de TI — podem gerar vazamentos de dados sensíveis de forma inadvertida. Isso acontece quando conteúdos confidenciais de plataformas de colaboração são copiados e usados em serviços externos de IA sem um controle centralizado, criando lacunas de governança e exposição de informações corporativas.

Principais riscos invisíveis que as empresas enfrentam

Entre os riscos mais comuns associados a essas ferramentas estão:

  • Ataques de phishing e engenharia social, em que mensagens manipuladas enganam colaboradores para que revelem dados ou acessem links perigosos.
  • Possíveis vazamentos de dados confidenciais, já que essas plataformas armazenam imagens, arquivos e conversas que podem se tornar alvos valiosos para hackers.
  • Problemas com integração de aplicações de terceiros, que muitas vezes ampliam a superfície de ataque se não forem avaliadas e controladas adequadamente.
  • Uso não autorizado de ferramentas de AI externas, que pode levar ao compartilhamento indevido de informações internas fora do controle de TI.

Como antecipar e mitigar esses riscos

Para que as empresas aproveitem os benefícios das plataformas de colaboração sem comprometer a segurança, é essencial adotar práticas de governança claras e mecanismos robustos de proteção de dados. Isso inclui:

  • Implementar políticas de segurança e controle de acesso, definindo quem pode usar quais ferramentas e sob quais condições.
  • Educar e capacitar colaboradores sobre os riscos digitais, ensinando-os a identificar sinais de fraude ou conteúdos suspeitos.
  • Monitorar o uso de aplicações de terceiros e integrar controles de conformidade, garantindo que sistemas complementares não introduzam vulnerabilidades.
  • Adotar autenticação forte e controles de acesso multifator, reduzindo a possibilidade de acessos não autorizados.

Conclusão: segurança proativa em um mundo colaborativo

O uso de ferramentas de colaboração é uma realidade consolidada no ambiente corporativo e traz ganhos significativos de eficiência e comunicação. Porém, esses sistemas também podem esconder brechas e riscos invisíveis que só serão identificados se houver uma postura ativa de segurança. Como CEO da Deserv, reforço que a proteção eficaz exige não apenas tecnologia de ponta, mas também governança, treinamento e políticas bem definidas, capazes de antecipar vulnerabilidades antes que elas se transformem em incidentes graves.

Fonte: Segs.com.br

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